quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pedras de Paraúna







O vento fez capricho em Paraúna. Esculpiu, durante milhões de anos, formações rochosas com figuras estranhas que impressionam quem chega. Nos olhos de quem vê, a semelhança das pedras com animais, pessoas e outros objetos fez a fama do lugar. Formações em arenito na Serra das Galés como a Pedra da Tartaruga, o Cálice de Pedra, a Esfinge, o Índio, o Lorde Francês, a Máquina de Escrever e outras que podem surgir de acordo com a visão do espectador são a atração da cidade, considerada um dos principais sítios arqueológicos do País.

A água também fez capricho em Paraúna. Ao longo de milhões de anos, numa ação contínua, bateu na rocha maciça até furá-la, dando origem à Ponte de Pedra, que é um pórtico no morro onde o rio passa por baixo. A obra natural forma uma pequena caverna com algumas estalactites e estalagmites adornando o salão. Mistério e beleza fazem de Paraúna um destino único. Histórias fantásticas contadas pelos moradores das redondezas sobre estranhos seres que visitam a região anabolizam a sensação de estar num lugar especial.

Há, por exemplo, quem jure de pés juntos que embaixo da Serra da Portaria existe uma cidade milenar subterrânea. O local guarda vestígios de uma antiga civilização, que poderia ter ligação com os maias e os incas, diz a lenda. É lá também que fica o Vale da Felicidade, que não poderia ser sido melhor batizado. Sua Muralha de Ferro, com quase 83 quilômetros de extensão em pedras, com degraus e passagem de uma ponta do vale a outra, intrigam quem tem o privilégio de conhecer a região. Construída com pedras não existentes na região e coladas, umas às outras, com óleo de baleia, a muralha povoa o imaginário de moradores e turistas.

Estranhas inscrições rupestres, desenhos de pés de seis dedos e mãos de quatro dedos, figuras estranhas que lembram faraós, e até a figura de um homem de capacete aumentam a curiosidade sobre o passado do lugar. Um mistério espiritual e transcendente ou apenas um belo capricho da natureza? Ainda não existe uma reposta concreta, mas o fato é que as pedras de Paraúna mexem com a imaginação de muita gente.

Localização: Paraúna fica no Vale do Rio dos Bois, no Sudoeste de Goiás. 
Como chegar: BR-060, GO-320 e GO-164, a 158 quilômetros de Goiânia

Curiosidades
Segundo os geólogos a formação rochosa de Paraúna é de idade permo-carbonífera, com cerca de 290 milhões de anos e proveniente de erosão que deu formas tão originais às rochas.

Alguns moradores garantem que até hoje luzes são vistas sobrevoando a serra. Nas noites do mês de julho, uma cantoria não explicada seria ouvida vinda do lugar. O escritor Alódio Tovar, autor do livro O Enigma de Paraúna, ajudou a popularizar as teorias fantásticas sobre o lugar.

No Vale da Portaria, vestígios de construções muito antigas são encontradas e desafiam a imaginação. Muitos acreditam que foram erguidas pelos incas ou maias. Um ponto intrigante é o relógio que marca as horas pela posição do sol.

Informações: (64) 3957-7000 – Prefeitura

Fonte: O Popular
Fotos: Weimer Carvalho

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